É um erro primário supor que a história é escrita pelos vencedores. São os que escrevem a história, ao seu modo, que de fato vencem! Sabem por quê? Porque a "vitória", em termos militares e políticos, raramente é somente a vitória. Os Aliados venceram a Primeira Guerra em 1918. A Alemanha foi totalmente destruída, jogada na mais absoluta lama, na miséria total imposta pelo Tratado de Versalhes, assinado naquele 10 de janeiro de 1919.
Se isso é verdade, como que os alemães, 20 anos depois, tinham a mais poderosa das forças aéreas do mundo e, com tanta força, foram capazes de impor novamente tanto terror? Aquilo não foi a paz e nem a vitória, foi um armistício de 20 anos. Não houve uma primeira e uma segunda guerra, mas uma guerra só. Eu poderia explicar, mas, por ora, vamos deixar só a pulga atrás da orelha. Os Aliados não venceram em 18! Os americano sim, venceram, de fato, a guerra contra o Império Japonês em 45. Sabem como? Com duas bombas atômicas! Não jogaram nenhuma bomba atômica no Vietnã e perderam também, porque logo após a "vitória", a desocupação, os vietcongues tomaram o país. Até hoje os americanos dizem que venceram a guerra, fazem uma propaganda danada, choram e expõem os seus heróis mutilados, mas que raio de vitória foi essa? A guerra se passou no Vietnã e os vietnamitas sabem bem quem de fato venceu.
Eu poderia dar vários outros exemplos, como o Iraque, mas que tal um exemplo nacional? O Brasil venceu a Guerra do Paraguai. Por quê? Porque soube, àquele momento, impor sua narrativa dos fatos e, desde então, nunca mais houve conflitos do Brasil com nenhum outro país do continente. Nenhum outro país do continente nega a liderança que o Estado brasileiro exerce na região. A vitória não se deu com o fim do conflito armado, a vitória se deu com a imposição da narrativa histórica! Essa é uma tese que eu tenho e que posso provar com uma imensa facilidade, com diversos exemplos, desde a Antiguidade. Por exemplo: os Romanos derrotaram os cartaginenses? Sim, mas a vitória demorou quase um século e meio e, ao final, os romanos tiveram que aniquilar Cartago, pois não havia jeito de submeter o povo, tiveram que destruí-lo! Maquiavel já alertava para o fato de que os homens se vingam das ofensas leves, mas que nada podem fazer quanto às graves.
Os generais até podem entender da arte da guerra, mas são os estadistas quem de fato aplanam o caminho para a paz ou para a própria guerra em que os generais darão a vida. No primeiro caso, foi assim com Winston Churchill; no segundo, foi assim com Adolf Hitler.
Mas nada disso responde uma pergunta crucial: que seria, então, um estadista?
Se isso é verdade, como que os alemães, 20 anos depois, tinham a mais poderosa das forças aéreas do mundo e, com tanta força, foram capazes de impor novamente tanto terror? Aquilo não foi a paz e nem a vitória, foi um armistício de 20 anos. Não houve uma primeira e uma segunda guerra, mas uma guerra só. Eu poderia explicar, mas, por ora, vamos deixar só a pulga atrás da orelha. Os Aliados não venceram em 18! Os americano sim, venceram, de fato, a guerra contra o Império Japonês em 45. Sabem como? Com duas bombas atômicas! Não jogaram nenhuma bomba atômica no Vietnã e perderam também, porque logo após a "vitória", a desocupação, os vietcongues tomaram o país. Até hoje os americanos dizem que venceram a guerra, fazem uma propaganda danada, choram e expõem os seus heróis mutilados, mas que raio de vitória foi essa? A guerra se passou no Vietnã e os vietnamitas sabem bem quem de fato venceu.
Eu poderia dar vários outros exemplos, como o Iraque, mas que tal um exemplo nacional? O Brasil venceu a Guerra do Paraguai. Por quê? Porque soube, àquele momento, impor sua narrativa dos fatos e, desde então, nunca mais houve conflitos do Brasil com nenhum outro país do continente. Nenhum outro país do continente nega a liderança que o Estado brasileiro exerce na região. A vitória não se deu com o fim do conflito armado, a vitória se deu com a imposição da narrativa histórica! Essa é uma tese que eu tenho e que posso provar com uma imensa facilidade, com diversos exemplos, desde a Antiguidade. Por exemplo: os Romanos derrotaram os cartaginenses? Sim, mas a vitória demorou quase um século e meio e, ao final, os romanos tiveram que aniquilar Cartago, pois não havia jeito de submeter o povo, tiveram que destruí-lo! Maquiavel já alertava para o fato de que os homens se vingam das ofensas leves, mas que nada podem fazer quanto às graves.
Os generais até podem entender da arte da guerra, mas são os estadistas quem de fato aplanam o caminho para a paz ou para a própria guerra em que os generais darão a vida. No primeiro caso, foi assim com Winston Churchill; no segundo, foi assim com Adolf Hitler.
Mas nada disso responde uma pergunta crucial: que seria, então, um estadista?
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