Ciro Gomes, ultimamente, vem aumentando muito a sua atividade militante, como ele mesmo diz, em razão do momento político, como ele também admite. São uma enxurrada de palestras, aparições na mídia e grande movimentação de partidários dele na internet. Eu considero Ciro Gomes um caso especial de cretino intelectual e não é de hoje. Quando estiver com tempo vou começar a assistir tudo, coletar todos os dados possível. O Ciro é um sujeito inteligente, mas não é tão difícil assim rastrear os erros dele, principalmente quando se trata da situação econômica. Dia desses, por exemplo, ele desandou a falar da Lei Rouanet, dizendo, pasmem!, que pretende reestatizar os incentivos à cultura, caso acabe eleito presidente (Deus nos livre disso!). A razão é que, do jeito que está, a Lei Rouanet entregou nas mãos do "empresariado" o ato discricionário de financiar ou não projetos culturais, o que estaria sendo muito ruim para a cultura do país, uma vez que o "empresário" estaria escolhendo financiar apenas os projetos que mais e melhor saciassem aos seus interesses econômicos imediatos. O que o Ciro não disse, pois isso comprometeria todo o seus discurso estatista vagabundo, é que das "empresas" que mais financiam projetos culturais no Brasil via Lei Rouanet, estão empresas e bancos estatais ou aquelas empresas controladas indiretamente pelo Estado, como é o caso da Vale, onde o governo manda e desmanda porque controla o Fundo de Investimentos dos Aposentados, colocando e tirando, inclusive, quem bem entender na presidência. Roger Agnelli, o melhor presidente que a Vale teve até hoje foi despedido justamente porque, como grande empreendedor que era, agiu tendo em vista os interesses econômicos da empresa (foi acusado pelo governo de gerir a empresa como "se fosse uma empresa estrangeira", isto é, de fazer a empresa dar lucros!!!). Sabem por que a Samarco, no caso da Barragem de Mariana, não vai ter mais do que um prejuízo econômico pela tragédia que nem de longe é proporcional aos danos??? Porque era função do governo fazer as vistorias e garantir a segurança daquela comunidade. Como o Estado poderia punir o próprio Estado? Não vai punir. E depois, depois das revelações da Lava Jato, tudo que vimos é que se tem uma coisa que empresas estatais não visam de jeito nenhum, são os lucros, os seus próprios interesses econômicos.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Renúncia
Chora de manso e no íntimo... procura
Tentar curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
Da tua inconsolável amargura.
Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será ela só tua ventura...
A vida é vã como a sombra que passa
Sofre sereno e de alma sombranceira
Sem um grito sequer tua desgraça.
Encerra em ti tua tristeza inteira
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua doce e constante companheira...
Manuel Bandeira
Tentar curtir sem queixa o mal que te crucia:
O mundo é sem piedade e até riria
Da tua inconsolável amargura.
Só a dor enobrece e é grande e é pura.
Aprende a amá-la que a amarás um dia.
Então ela será tua alegria,
E será ela só tua ventura...
A vida é vã como a sombra que passa
Sofre sereno e de alma sombranceira
Sem um grito sequer tua desgraça.
Encerra em ti tua tristeza inteira
E pede humildemente a Deus que a faça
Tua doce e constante companheira...
Manuel Bandeira
domingo, 8 de maio de 2016
Sobre a caridade
"Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças."
(Dt 6, 5)
De todas as coisas, só uma é de fato bela: a caridade. O cristianismo é isso, é a religião da caridade, é a religião do outro que sofre. Por mais que se busque em todas as outras religiões do mundo (vide a Enciclopédia de Religião e Ética), não se encontrará semelhante conceito ou valor. Em nenhuma! O que importa para nós é entender a razão, o porquê. Por que é assim? É assim porque o mundo é feio e malvado. E não será jamais bonito e bom, pois se algum dia viesse a ser, não haveria razão nenhuma para nós nos compadecermos, como nos compadecemos, com aqueles que sofrem e que ainda vão sofrer, inevitavelmente vão sofrer.
As pessoas precisam entender isso muito bem para serem cristãs: este mundo não tem solução. Não há como esperar pelo melhor. Temos, isso sim, que nos preparar para o sofrimento, para o pior, para a dor e buscar, por isso mesmo! -- porque o sofrimento e a dor são a regra deste mundo --, ajudar ao próximo, como quem ajuda a um companheiro que se encontra na mesmíssima canoa furada e que nos fará companhia, quando a canoa afundar, até o estuário do rio.
Odeiem as demagogias, políticas e discursos que prometem soluções ainda que de longuíssimo prazo e por mais evanescentes que sejam. Preparem suas vidas e suas almas para a Vida Eterna, para estarem na presença de Deus e, assim e só assim, tudo terá valido a pena. A vida do cristão e por conseguinte dos filósofos e sábios, é uma constante preparação a morte. A oração da Ave Maria, o Pai-Nosso, o nosso bê-a-bá, clamamos, suplicamos pela estadia no Reino de Deus e não pelo destino comum de todos os corpos putrefatos entre os cascalhos.
Ser cristão é aprender a morrer e ansiar pela hora da morte como Santo Agostinho ansiou. Não encarem a morte com tristeza: encarem-na com alegria! Quem sabe que existe um Deus bom e justo e que nele pode confiar, nada tem a temer. Todo medo, qualquer dos medos que se tenha, é um sinal eminente de fraqueza na Fé, de desesperança em Deus. Os repreenda e faça em sinal de fé! Se tiver medo de qualquer coisa, qualquer coisa!, faça! Não é fácil, eu sei, mas uma vida grandiosa depende de tentarmos, pelo menos. Tenham confiança em Deus da mesma forma que têm quando entram num elevador. Ninguém entra num elevador se duvidar, por menor que seja a dúvida, que ele possa despencar. Quem encara a morte com triste e lamento, não é bom cristão: pais que perderam os filhos, filhos que perderam os pais, irmãos que perderam irmãos... Enterrem-nos! A vida só pertence a Deus.
A religião não é um conforto, algo que console, um anestésico, uma boia que você deva se agarrar para não morrer afogado. Você vai morrer afogado de qualquer maneira! A questão também não é o fato inquestionável de que você vai morrer. (Você achou que fosse acontecer o quê? Virar uma borboleta?) Olhe para os seus pais: eles irão morre! Pais, olhem para os seus filhos: eles também vão morrer! O natural é que os pais morram primeiros, mas quem é que sabe? Pais: eduquem seus filhos para o céu! Filhos: queiram estar no céu com seus pais!
Para essas dores, as dores da vida, não existem remédios, apenas alguns subterfúgios malignos que prometem aliviá-las. Não vão aliviar! As dores da vida não têm remédio porque não são doença, mas, sim, sintomas, sintomas de uma vida afastada de Deus. Se dói, é porque ainda se sente. E se se sente é porque sua alma ainda está presa a este mundo. Presa a esta vida de merda porque você não está preparado para a morte, não está preparado para se encontrar na presença de Deus, não é digno de Deus.
Tornem-se dignos! Sejam dignos! A vida depende disso.
(Dt 6, 5)
De todas as coisas, só uma é de fato bela: a caridade. O cristianismo é isso, é a religião da caridade, é a religião do outro que sofre. Por mais que se busque em todas as outras religiões do mundo (vide a Enciclopédia de Religião e Ética), não se encontrará semelhante conceito ou valor. Em nenhuma! O que importa para nós é entender a razão, o porquê. Por que é assim? É assim porque o mundo é feio e malvado. E não será jamais bonito e bom, pois se algum dia viesse a ser, não haveria razão nenhuma para nós nos compadecermos, como nos compadecemos, com aqueles que sofrem e que ainda vão sofrer, inevitavelmente vão sofrer.
As pessoas precisam entender isso muito bem para serem cristãs: este mundo não tem solução. Não há como esperar pelo melhor. Temos, isso sim, que nos preparar para o sofrimento, para o pior, para a dor e buscar, por isso mesmo! -- porque o sofrimento e a dor são a regra deste mundo --, ajudar ao próximo, como quem ajuda a um companheiro que se encontra na mesmíssima canoa furada e que nos fará companhia, quando a canoa afundar, até o estuário do rio.
Odeiem as demagogias, políticas e discursos que prometem soluções ainda que de longuíssimo prazo e por mais evanescentes que sejam. Preparem suas vidas e suas almas para a Vida Eterna, para estarem na presença de Deus e, assim e só assim, tudo terá valido a pena. A vida do cristão e por conseguinte dos filósofos e sábios, é uma constante preparação a morte. A oração da Ave Maria, o Pai-Nosso, o nosso bê-a-bá, clamamos, suplicamos pela estadia no Reino de Deus e não pelo destino comum de todos os corpos putrefatos entre os cascalhos.
Ser cristão é aprender a morrer e ansiar pela hora da morte como Santo Agostinho ansiou. Não encarem a morte com tristeza: encarem-na com alegria! Quem sabe que existe um Deus bom e justo e que nele pode confiar, nada tem a temer. Todo medo, qualquer dos medos que se tenha, é um sinal eminente de fraqueza na Fé, de desesperança em Deus. Os repreenda e faça em sinal de fé! Se tiver medo de qualquer coisa, qualquer coisa!, faça! Não é fácil, eu sei, mas uma vida grandiosa depende de tentarmos, pelo menos. Tenham confiança em Deus da mesma forma que têm quando entram num elevador. Ninguém entra num elevador se duvidar, por menor que seja a dúvida, que ele possa despencar. Quem encara a morte com triste e lamento, não é bom cristão: pais que perderam os filhos, filhos que perderam os pais, irmãos que perderam irmãos... Enterrem-nos! A vida só pertence a Deus.
A religião não é um conforto, algo que console, um anestésico, uma boia que você deva se agarrar para não morrer afogado. Você vai morrer afogado de qualquer maneira! A questão também não é o fato inquestionável de que você vai morrer. (Você achou que fosse acontecer o quê? Virar uma borboleta?) Olhe para os seus pais: eles irão morre! Pais, olhem para os seus filhos: eles também vão morrer! O natural é que os pais morram primeiros, mas quem é que sabe? Pais: eduquem seus filhos para o céu! Filhos: queiram estar no céu com seus pais!
Para essas dores, as dores da vida, não existem remédios, apenas alguns subterfúgios malignos que prometem aliviá-las. Não vão aliviar! As dores da vida não têm remédio porque não são doença, mas, sim, sintomas, sintomas de uma vida afastada de Deus. Se dói, é porque ainda se sente. E se se sente é porque sua alma ainda está presa a este mundo. Presa a esta vida de merda porque você não está preparado para a morte, não está preparado para se encontrar na presença de Deus, não é digno de Deus.
Tornem-se dignos! Sejam dignos! A vida depende disso.
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