sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A definição de Estado

Dizem que um dia, Frédéric Bastiat, o grande autor de A Lei, desafiou a todos, oferecendo um prêmio de 10 mil francos para quem lhe fornecesse uma definição clara e precisa do que seria Estado. Ninguém levou.

É engraçado notar como as pessoas são capazes de depositar tantas esperanças numa coisa que elas nem sabem o que é. Para mim, melhor é a definição de Nietzsche: o Estado é o mais frio de todos os monstros.

A ética em que acredito

Três e unicamente três são as bases de todas as relações humanas: o amor ao próximo (a harmonia de naturezas humanas, um sentido de identificação, de reconhecer no outro a si mesmo), o perdão e a confiança (ou o que convencionou-se chamar por fé). Existe ainda uma relação direta entre tais princípios fundamentais da boa ética, que na verdade é a única ética possível e que nem é só uma ética, mas uma resposta à metaética acerca da natureza do próprio bem: o amor é medida da confiança, mais se confia quanto mais se ama; o perdão é medida do amor, mais se ama quanto mais se dispõe um eu a perdoar. Confiar significa amar, assim como perdoar significa confiar. Não é possível amor sem perdão, nem é possível perdão sem confiança, sem fé. O sistema está fechado e tem por meta, objeto direto a principal das virtudes teologais: a caridade, amar a Deus através do outro.