Primeiro mandamento da luta política: Imponha sempre suas premissas intransigentemente.
Veja o desenho do cartaz. Ele é de uma das escolas ocupadas, não faço ideia de qual e isso também não importa para o meu ponto. A questão é: qual a premissa maior do desenho? A premissa é de que a canoa, que representa o futuro (sim, o futuro!, por que não?), mas também nós poderíamos dizer que bem pode representar todo o ensino, o sistema educacional como um todo (pois ninguém discorda que sem sistema educacional não há futuro, pelo menos não a imensa maioria das pessoas), está afundando. Essa é a premissa maior. A premissa menor é a de que os jovens tiram a água que entra na canoa, lutam pelo futuro do ensino. São eles, os jovens, os nossos salvadores.
Como que se vence a luta política? Impondo a todos, como se fosse um imperativo categórico, de forma a não restar dúvidas ou margens sequer para tal, que a premissa maior é verdadeira. Feito isso, a guerra se vence sozinha. "Você" que "é contra a ocupação", automaticamente e quase sempre sem sequer se dar conta, a si próprio se coloca no lugar do conformista, aquele que xinga os salvadores do futuro de "vagabundos", que só quer "assistir sua aulinha". Que ser desprezível e mesquinho, não é mesmo?
Quem define as premissas, possui um poder descomunal sobre os rumos de qualquer debate.
O que digo é válido para qualquer situação, qualquer debate público. E não se vence, nunca, jamais!, luta política nenhuma sem compreender muito bem o funcionamento desse mecanismo de comunicação. Por que um simples cartaz deveria chamar nossa atenção? Porque a luta política é, antes de tudo, uma guerra de comunicação, a imposição de narrativas, visões de mundo. E eu não uso o verbo impor atoa, porque não se discute, não se debate o teor das premissas, excerto, é claro!, esotericamente, internamente nos grupos, partidos políticos aspirantes ao poder. Ao público (captador do discurso exotérico), se incumbe tão somente a missão de impor as narrativas, premissas, visões de mundo dos salvadores, iluminados.
Quando grupos de estudantes, minorias, barulhentas e organizadas, invadem escolas e universidades provocando toda sorte de transtornos sociais e ainda assim conseguem com que o público se refira às invasões como "ocupações", é realmente o anuncio da vitória de uma luta política, a luta se legitima politicamente, é uma demonstração de força, de poder. Como exatamente isso acontece e por que acontece é tema para ser tratado em outra oportunidade, mas é evidente que minorias organizadas e barulhentas sempre levarão vantagens sobre maiorias amorfas, disformes, dispersas e desorganizadas.
Veja o desenho do cartaz. Ele é de uma das escolas ocupadas, não faço ideia de qual e isso também não importa para o meu ponto. A questão é: qual a premissa maior do desenho? A premissa é de que a canoa, que representa o futuro (sim, o futuro!, por que não?), mas também nós poderíamos dizer que bem pode representar todo o ensino, o sistema educacional como um todo (pois ninguém discorda que sem sistema educacional não há futuro, pelo menos não a imensa maioria das pessoas), está afundando. Essa é a premissa maior. A premissa menor é a de que os jovens tiram a água que entra na canoa, lutam pelo futuro do ensino. São eles, os jovens, os nossos salvadores.
Como que se vence a luta política? Impondo a todos, como se fosse um imperativo categórico, de forma a não restar dúvidas ou margens sequer para tal, que a premissa maior é verdadeira. Feito isso, a guerra se vence sozinha. "Você" que "é contra a ocupação", automaticamente e quase sempre sem sequer se dar conta, a si próprio se coloca no lugar do conformista, aquele que xinga os salvadores do futuro de "vagabundos", que só quer "assistir sua aulinha". Que ser desprezível e mesquinho, não é mesmo?
Quem define as premissas, possui um poder descomunal sobre os rumos de qualquer debate.
O que digo é válido para qualquer situação, qualquer debate público. E não se vence, nunca, jamais!, luta política nenhuma sem compreender muito bem o funcionamento desse mecanismo de comunicação. Por que um simples cartaz deveria chamar nossa atenção? Porque a luta política é, antes de tudo, uma guerra de comunicação, a imposição de narrativas, visões de mundo. E eu não uso o verbo impor atoa, porque não se discute, não se debate o teor das premissas, excerto, é claro!, esotericamente, internamente nos grupos, partidos políticos aspirantes ao poder. Ao público (captador do discurso exotérico), se incumbe tão somente a missão de impor as narrativas, premissas, visões de mundo dos salvadores, iluminados.
Quando grupos de estudantes, minorias, barulhentas e organizadas, invadem escolas e universidades provocando toda sorte de transtornos sociais e ainda assim conseguem com que o público se refira às invasões como "ocupações", é realmente o anuncio da vitória de uma luta política, a luta se legitima politicamente, é uma demonstração de força, de poder. Como exatamente isso acontece e por que acontece é tema para ser tratado em outra oportunidade, mas é evidente que minorias organizadas e barulhentas sempre levarão vantagens sobre maiorias amorfas, disformes, dispersas e desorganizadas.
