Ciro Gomes, ultimamente, vem aumentando muito a sua atividade militante, como ele mesmo diz, em razão do momento político, como ele também admite. São uma enxurrada de palestras, aparições na mídia e grande movimentação de partidários dele na internet. Eu considero Ciro Gomes um caso especial de cretino intelectual e não é de hoje. Quando estiver com tempo vou começar a assistir tudo, coletar todos os dados possível. O Ciro é um sujeito inteligente, mas não é tão difícil assim rastrear os erros dele, principalmente quando se trata da situação econômica. Dia desses, por exemplo, ele desandou a falar da Lei Rouanet, dizendo, pasmem!, que pretende reestatizar os incentivos à cultura, caso acabe eleito presidente (Deus nos livre disso!). A razão é que, do jeito que está, a Lei Rouanet entregou nas mãos do "empresariado" o ato discricionário de financiar ou não projetos culturais, o que estaria sendo muito ruim para a cultura do país, uma vez que o "empresário" estaria escolhendo financiar apenas os projetos que mais e melhor saciassem aos seus interesses econômicos imediatos. O que o Ciro não disse, pois isso comprometeria todo o seus discurso estatista vagabundo, é que das "empresas" que mais financiam projetos culturais no Brasil via Lei Rouanet, estão empresas e bancos estatais ou aquelas empresas controladas indiretamente pelo Estado, como é o caso da Vale, onde o governo manda e desmanda porque controla o Fundo de Investimentos dos Aposentados, colocando e tirando, inclusive, quem bem entender na presidência. Roger Agnelli, o melhor presidente que a Vale teve até hoje foi despedido justamente porque, como grande empreendedor que era, agiu tendo em vista os interesses econômicos da empresa (foi acusado pelo governo de gerir a empresa como "se fosse uma empresa estrangeira", isto é, de fazer a empresa dar lucros!!!). Sabem por que a Samarco, no caso da Barragem de Mariana, não vai ter mais do que um prejuízo econômico pela tragédia que nem de longe é proporcional aos danos??? Porque era função do governo fazer as vistorias e garantir a segurança daquela comunidade. Como o Estado poderia punir o próprio Estado? Não vai punir. E depois, depois das revelações da Lava Jato, tudo que vimos é que se tem uma coisa que empresas estatais não visam de jeito nenhum, são os lucros, os seus próprios interesses econômicos.
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