terça-feira, 7 de junho de 2016

A definição de Deus

No geral, eu não gosto de misticismos, hermetismo... Não! Eu gosto das coisas o mais clara e palpável possível. Por exemplo: Deus. Que é Deus? É o Ser Supremo, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Benevolente etc. etc. etc.? Sim, tudo isso, mas pensar em Deus assim é meio difícil, não é? É difícil, nós, seres tão pequenos, pensar em algo tão grande, que parece tão distante, tão inacessível. Sabem como eu penso em Deus? De uma maneira, julgo, muito, mas muito mais simples. Deus, para mim, é a Verdade. O fogo queima: e isso é verdade, é, portanto, Deus! A água molha: e isso é verdade, é, portanto, também Deus! O fogo não pode deixar de queimar; a água, não pode deixar de molhar. Por que não? Porque Deus É aquele que É. Ele não pode ser de outra maneira, Ele não pode renegar a própria essência só porque eu quero que Ele o faça. Quem eu penso que sou, afinal? Se eu ponho a mão no fogo, eu me queimo. E isso não acontece porque Deus é malvado. O mal me aconteceu? Sim. Deus o permitiu? Sim. Mas não porque Deus é malvado, mas, sim, simplesmente, porque Deus não pode ser de outra maneira e nisto consiste toda a Justiça, definida na máxima de Upiano: Justitia est constans et perpetua voluntas jus suum cuique tribuendi (a justiça consiste em dar a cada um o que lhe é devido). O fato do mal existir e do mal me acontecer, não é prova, portanto, da maldade Divina. Eu acho que assim eu respondo a uma dúvida filosófica muito, muito antiga: por que o Mal existe? E outra: Por que Deus, sendo Bom, o permite? Essa parece ser a grande questão de Epicuro, mas ela não é uma boa questão. Não é tão difícil, é?

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