Amo a estabilidade do ser.
"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia...
(...)
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?"
Eu odeio nas mulheres (e não só nas mulheres, para falar a verdade, mas acontece que elas são sempre o principal foco da minha atenção) quando mudam de cabelo o tempo todo ou o jeito de se vestirem por causa da moda ou outra idiotice do gênero (coisa que não está propriamente em falta no mundo). O nosso corpo é a primeira impressão de quem somos, da nossa personalidade, é o templo do Espírito, como se diz na bíblia. Amar já é difícil e eu fico ainda me questionando como é possível amar uma pessoa que nem ela mesma sabe quem é, que nem ela mesma se interessa por saber quem é... Eu vou amar quem, afinal? Cada hora uma versão diferente? Não tem amor que chegue! Eu não sou contrário à mudança, é claro! (e eu detesto ter que explicar o óbvio também), mas quando a mudança não se justifica, em sua finalidade e essência, ela se tornar uma incongruência ontológica, passa a integrar na forma vazia da mudança pura o conjunto da personalidade, que também se esvazia, se futiliza. A parte que eu mais gosto de Alice no País das Maravilhas é quando a Lagarta pergunta: "Quem é você?", e a pequena Alice responde: "Já nem sei, senhor. Mudei tantas vezes desde hoje de manhã." É um drama real e Alice é de uma sabedoria socrática!
"Metamorfoses ambulantes" nunca são nem lagarta nem borboleta, já que falamos de lagartas... Na verdade, não são nada. Ou, na melhor das hipóteses, são um casulo de expectativas.
"Nasce o Sol, e não dura mais que um dia...
(...)
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?"
Eu odeio nas mulheres (e não só nas mulheres, para falar a verdade, mas acontece que elas são sempre o principal foco da minha atenção) quando mudam de cabelo o tempo todo ou o jeito de se vestirem por causa da moda ou outra idiotice do gênero (coisa que não está propriamente em falta no mundo). O nosso corpo é a primeira impressão de quem somos, da nossa personalidade, é o templo do Espírito, como se diz na bíblia. Amar já é difícil e eu fico ainda me questionando como é possível amar uma pessoa que nem ela mesma sabe quem é, que nem ela mesma se interessa por saber quem é... Eu vou amar quem, afinal? Cada hora uma versão diferente? Não tem amor que chegue! Eu não sou contrário à mudança, é claro! (e eu detesto ter que explicar o óbvio também), mas quando a mudança não se justifica, em sua finalidade e essência, ela se tornar uma incongruência ontológica, passa a integrar na forma vazia da mudança pura o conjunto da personalidade, que também se esvazia, se futiliza. A parte que eu mais gosto de Alice no País das Maravilhas é quando a Lagarta pergunta: "Quem é você?", e a pequena Alice responde: "Já nem sei, senhor. Mudei tantas vezes desde hoje de manhã." É um drama real e Alice é de uma sabedoria socrática!
"Metamorfoses ambulantes" nunca são nem lagarta nem borboleta, já que falamos de lagartas... Na verdade, não são nada. Ou, na melhor das hipóteses, são um casulo de expectativas.
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