segunda-feira, 11 de abril de 2016

Política e princípios

Algumas pessoas tendem a tomar posições políticas com base em princípios, mas poucas conseguem entendem quão ingênua é tal atitude isoladamente. Por exemplo: o caso dos privatistas, leiloeiros (ou seriam doadores?) de estatais é um dos mais sérios da política brasileiro dos últimos... 30 anos. Muitos, por princípio, venderiam a própria mãe num leilão. Eu também sou favorável a formas de desestatização, como é o caso das privatizações, mas eu entendo que muitas vezes meus posicionamentos, principiológicamente considerados, são insuficientes para contornar problemas imediatos concernentes à administração pública, casos concretos que se avolumam no próprio cotidiano político e que demandam medidas imediatas. A questão é: deveria o administrador abdicar de seus princípios em função das medidas imediatistas que a própria realidade complexa do quadro político como um todo exigem que ele tome? Bem, se ele for apenas um "administrador", sim, deveria abdicar, mas quem disse que estadistas são apenas, como direi?, "administradores"? Lady Margaret Thatcher é quem bem dizia que não se satisfazia em administrar o fim de uma grande nação, e foi justamente por ter sido muito mais que uma mera administradora que ela mudou para todo sempre a política inglesa. O problema da política, é o problema da virtude. Não faltam administradores no Brasil, falta, isso sim, estadistas.

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