Sabem por que asiáticos são melhores estudantes, em média, do que outros povos? (Em especial os japoneses.) Cultura. Não cultura no sentido em que nós por estas bandas estamos acostumados a ouvir falar (em especial por aqueles que dizem, entre outras coisas, que "funk", por exemplo, é cultura). A alimentação dos japoneses, baseada no cultivo de arroz, por exemplo, cujo trato demanda imensa disciplina, comprometimento, paciência, dedicação etc. etc. Cultura vem de cultivar. Como se "cultiva" o funk, o rap, o samba, o grafite ou sei lá mais o quê, formas diversas de expressão que na melhor das hipóteses podem no máximo serem boas maneiras de se expressar e na maioria das vezes nem mesmo isso? De que maneira, positivamente, tais expressões influiriam positivamente na construção, no cultivo de homens, indivíduos e, consequentemente, uma sociedade melhor? Em 99,99% das vezes em que se fala de cultura por aqui, ninguém parece saber ao certo do que se está a falar. Cultura é sinônimo de bobagem e os "homens cultos" são todos uns paspalhos.
Cultura também deriva de culto, já que citamos os "homens cultos". O problema é que cultuar alguma coisa exige, antes, um senso de importância bastante elevado. Deus, por exemplo, é digno de culto, no sentido que determina o primeiro mandamento da Lei: o de amá-lO acima de todas as coisas. O culto a Deus, para aquele que nEle crê, é claro!, é o mais importante. Porem outras coisas também são dignas de culto, mas, para bem cultuá-las, é preciso um sentido de hierarquia (como cultivar belas flores entre ervas daninhas?). Eu não posso prestar culto ao samba da mesma forma que presto culto à música clássica. Se eu não tenho o sentido de que o melhor dos sambas ainda é pior que a 9ª Sinfonia de Beethoven, é sinal de que a coisa vai muito mal. Essa falta de sentido é que acaba com tudo. Por isso o homem culto é um paspalho, não por ser culto, é claro!, mas por cultuar uma série de coisas e expressões das mais baixas e muitas vezes até vis. Em suma: uma cultura de merda!
(O grande problema da cultura, penso eu, é também parte do problema da virtude na modernidade. Escrevi sobre esse problema no post anterior.)
Outro empecilho à boa cultura é o relativismo estético e moral. Se cultuar exige um senso de hierarquia, é necessário haver valores objetivos a se determinar para que possamos seguir em frente ou, no caldeirão da mediocridade, tudo tende a se nivelar por baixo. O relativismo cultural elimina todas as expectativas de um futuro grandioso, abortando a capacidade criativa do espírito, pois esta sequer tem a chance de se desenvolver. Nossa única esperança é a de nos envolver em misérias sem fim.
Cultura também deriva de culto, já que citamos os "homens cultos". O problema é que cultuar alguma coisa exige, antes, um senso de importância bastante elevado. Deus, por exemplo, é digno de culto, no sentido que determina o primeiro mandamento da Lei: o de amá-lO acima de todas as coisas. O culto a Deus, para aquele que nEle crê, é claro!, é o mais importante. Porem outras coisas também são dignas de culto, mas, para bem cultuá-las, é preciso um sentido de hierarquia (como cultivar belas flores entre ervas daninhas?). Eu não posso prestar culto ao samba da mesma forma que presto culto à música clássica. Se eu não tenho o sentido de que o melhor dos sambas ainda é pior que a 9ª Sinfonia de Beethoven, é sinal de que a coisa vai muito mal. Essa falta de sentido é que acaba com tudo. Por isso o homem culto é um paspalho, não por ser culto, é claro!, mas por cultuar uma série de coisas e expressões das mais baixas e muitas vezes até vis. Em suma: uma cultura de merda!
(O grande problema da cultura, penso eu, é também parte do problema da virtude na modernidade. Escrevi sobre esse problema no post anterior.)
Outro empecilho à boa cultura é o relativismo estético e moral. Se cultuar exige um senso de hierarquia, é necessário haver valores objetivos a se determinar para que possamos seguir em frente ou, no caldeirão da mediocridade, tudo tende a se nivelar por baixo. O relativismo cultural elimina todas as expectativas de um futuro grandioso, abortando a capacidade criativa do espírito, pois esta sequer tem a chance de se desenvolver. Nossa única esperança é a de nos envolver em misérias sem fim.
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