quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Brevíssima reflexão sobre a história e cultura africana

Lendo os livros do Alberto da Costa e Silva, você percebe claramente que o grande mal da África foi a famigerada ocidentalização dos países africanos. Ocidentalização essa imposta como modelo tanto por países ocidentais (numa interferência externa absurda) quanto e principalmente idealizada por lideranças da própria África, que tinham do Ocidente uma ideia absolutamente idiota de "modernidade". Lideranças como o senhor Nelson Mandela! Foram sujeitos que tentaram a todo custo implantar em suas respectivas nações modelos políticos e econômicos liberais e socialistas que, em quase todos os casos, sequer levavam em conta a realidade social, histórico-cultural, religiosa local. Alguma dessas "experiencias sociais" deu certo? Não! E ainda que se possa afirmar algo de positivo de um caso ou outro (vide o caso de Botswana), os custos não compensam de maneira nenhuma. O resultado foi uma tragédia sem precedentes e difícil até de mensurar. A África viu nascer por toda parte governos e mesmo Estados artificiais e quase sempre tiranos que promoveram e promovem até os dias de hoje uma terrível opressão por toda parte, um aumento estrondoso da corrupção e, o pior, um combate incessante às culturas locais, muitas delas milenares e de grande valor.

Nada teve a ver com colonialismo (que foi muito mais mental do que um colonialismo de fato e talvez até fruto da aclamada "globalização"). O colonialismo, na África, durou bem menos do que as pessoas no geral imaginam e não foi capaz de promover muitas mudanças na antiga disposição das sociedades de antes do contato com os povos estrangeiros. Essas sociedades, embora não seja possível colocá-las num mesmo quadro devido a enormes diferenças de realidade entre elas, eram quase sempre extremamente complexas e na maioria das vezes mais complexas do que as de fora, se é que essas coisas podem ser comparadas. Eram também nações extremamente poderosas em termos militares, tanto que até meados do fim do século XIX, eram plenamente capazes de disputar, de igual para igual ou até mesmo com superioridade de força, com arco e flecha!, com qualquer nação do Ocidente. (Um ponto interessante: a 2ª Guerra Mundial começa com a invasão de Mussolini à Abissínia, num conflito que ficou conhecido como 2ª Guerra Ítalo-Etíope. Foi a segunda porque na primeira os italianos levaram o maior pau.) Mas quem lê essas coisas antes de sair por ai falando besteira?

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