O Brasil está entre duas forças políticas e tão somente: as esquerdas, estas no geral de caráter eminentemente globalista, visto que praticamente não há mais no Brasil um esquerdismo nacionalista, este que antigamente se identificava, por exemplo, no varguismo, depois passou a se identificar no janguismo e então no brizolismo, ainda que figuras de peso da política nacional atual, como o ex-governador e ministro Ciro Ferreira Gomes se proponham a defender essa velha bandeira que de tão velha fede a mofo. (É público que o partido de Ciro, o PDT, partido também de Leonel Brizola e portanto suposta e unicamente onde o brizolismo se conserva, ainda que em formol, negocia a sua candidatura com o Partido Comunista Chinês, então como haveria de ser nacionalista se sede à força imperialista de apetite mais voraz da atualidade, que é o próprio Imperialismo Chinês?) A segunda força política está nas mãos de uma "elite" (uso as aspas porque o significado de elite que emprego, não é o mesmo que correntemente se vê) política poderosíssima, essencialmente identificada no PMDB, mas de forma alguma somente nele. Trata-se de uma força política essencialmente mercantilista, fisiocrata, coronelista (tem seu centro de poder no nordeste), corrupta, mas corrupta num sentido quase ingênuo, isto é, de não fazerem distinção de nenhuma natureza entre a coisa pública e a privada, pois os caciques se sentem os donos do Estado e em certa medida o são. Essa segunda força política, a mais poderosa e que é a que atualmente nos governa, é também a mais antiga existente em nosso país e tem raízes no período colonial! As esquerdas, que não são uma só!, são ideológicas e nas ideologias tendem a buscar justificativas para tudo, até e principalmente para o que há de pior na prática política. A tal "direita", nem de longe é uma direita liberal, conservadora, nem mesmo fascista, como as esquerdas costumam rotulá-la. É muito mais científico falar de um direitismo ou centrismo fisiocrata.
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