As nossas atitudes formam um todo coerente e lógico. Pela manhã, eu não posso dar um tapa no porteiro ao invés de dizer bom dia. E não porque ele me fosse revidar a agressão, mas porque a minha atitude repentina e injustificada destoaria de todo o conjunto das minhas outras atitudes, dos meus pensamentos, do meu discurso e, enfim, da minha personalidade, de quem eu sou! A felicidade é uma atitude, assim como qualquer outra. Eu escolho se, pela manhã, quero ser feliz ou não. Da mesma forma que escolho a camisa que vou vestir. A diferença é que a minha escolha por ser feliz segue a critérios mais rigorosos e eu não a pego no cabide. Também o problema maior não é simplesmente escolher ser feliz, mas, como todas as outras atitudes, tornar a escolha por ser feliz parte integrante do todo coerente e lógico de nossas atitudes. Porque em caso contrário, a felicidade, por melhor que se disfarce (e alguns disfarçam muito bem!), não será nada muito diferente de um disfarce, uma máscara, como uma atitude que tomamos para não desagradar ninguém, um obséquio. A felicidade fingida é mais comum de todas, é a mesma que leva os grandes humoristas ao suicídio. O sujeito finge tanto ser feliz e sofre tanto por realmente não ser que simplesmente se esquece de si e se mata, estoura os próprios miolos com um sorriso no rosto. E por que é assim? Porque a personalidade deve ser cuidadosamente construída, como se fosse uma obra de arte e com o senso da verdade acima de tudo, que é na realidade o próprio Deus, Deus é a verdade (João 14:6). Eu não acredito na felicidade do tolo. Para mim, só o homem sábio é feliz.
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